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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

[Resenha] A Montanha e o Rio

Autor: Da Chen
Editora: Nova Fronteira
Ano: 2007
Tradução: Paulo Andrade Lemos
Pgs: 493
Resenha:
Shento e Tan são meio-irmãos criados longe um do outro e de forma bem diversa. Shento cresceu numa área rústica e isolada, por uma família bem pobre, onde teve contato com soldados comunistas que ficaram nas redondezas por algum tempo. Já Tan foi criado pela família biológica, na cidade, com conforto e a melhor educação possível.
Os ambientes opostos tornariam os dois irmãos bem diferentes um do outro. Enquanto Shento se tornou duro e rígido com seus ideais comunistas, Tan, pelo contrário, possuía uma visão mais moderna e ocidentalizada.
Por muito tempo, ambos sequer se conheciam, porém, por ironia do destino, se apaixonaram pela mesma garota. Sumi era uma jovem que sofreu bastante durante a juventude, o que a tornou uma idealista. Suas idéias eram bem semelhantes às de Tan, o que os aproximou, mas seu passado com Shento ainda permanecia bem vívido em sua memória, o que a deixou dividida entre esses dois amores.

Minha Opinião:
Um dos meus livros favoritos! A história é incrível, envolvente, e tensa em alguns momentos. Tanto Shento quanto Tan são personagens apaixonantes e marcantes, Sumi também é uma personagem carismática. De fato, era difícil ficar com raiva de qualquer um deles, mesmo quando cometiam erros, pois é mostrado tudo o que enfrentaram, o que torna compreensível suas atitudes, o que os levara aquelas ações.

Por Favor, Comentem!!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

[Resenha] A Terra Pura

Autor: Alan Spence
Editora: Nova Fronteira
Ano: 2007
Tradução: Diego Alfaro
Pgs: 399
Resenha:
Glover abandonou sua terra natal na Escócia e partiu para o Japão, durante um período conturbado, procurando fazer fortuna. Mesmo estranhando a diferente cultura japonesa, aos poucos Glover vai se acostumando a viver na terra dos samurais.
Porém, nem todos que ele conheceu no Japão gostaram de sua presença no país. Com diversos japoneses ainda apegados ao isolacionismo anterior e que odiavam a interferência estrangeira em sua cultura e política.
Durante os anos em que viveu no Japão, Glover presenciou momentos marcantes da história do país. Também teve em sua vida duas mulheres bem diferentes, que influenciaram profundamente seu destino, Maki e Tsuru.
Tsuru era a jovem que trabalhava arrumando a casa de Glover, e com quem ele iniciou uma relação posteriormente. Maki era sua amante, a mulher por quem ele se apaixonou e que acabou ficando grávida de seu filho. Mas, na Escócia, ele acabaria descobrindo que pode ter deixado outra criança para trás, com sua antiga namorada.

Minha Opinião:
Bom livro! A história é interessante e nos apresenta diversos momentos cruciais da história japonesa como plano de fundo da história de Glover. Quem conhece a história pós-xogunato, vai reconhecer alguns nomes de personagens históricos no livro.

Os personagens são bem realistas, ou seja, cometem erros e agem por interesses próprios, mas também demonstram amor e lealdade, seja a alguém ou a um ideal. Desse modo, eles não podem ser caracterizados simplesmente como heróis ou vilões, apenas pessoas.

Por Favor, Comentem!!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

1822

Autor: Laurentino Gomes
Editora: Nova Fronteira
Ano: 2010
Pgs: 351
Sinopse:
Quem observasse o Brasil em 1822 teria razões de sobra para duvidar de sua viabilidade como nação independente e soberana. De cada três brasileiros, dois eram escravos, negros forros, mulatos, índios ou mestiços. Era uma população pobre e carente de tudo, que vivia à margem de qualquer oportunidade em uma economia agrária e rudimentar, dominada pelo latifúndio e pelo tráfico negreiro. O medo de uma rebelião dos cativos tirava o sono da minoria branca. O analfabetismo era geral. De cada dez pessoas, só uma sabia ler e escrever. Os ricos eram poucos e, com raras exceções, ignorantes. O isolamento e as rivalidades entre as diversas províncias prenunciavam uma guerra civil, que poderia resultar na fragmentação territorial, a exemplo do que já ocorria nas colônias espanholas vizinhas. Para piorar a situação, ao voltar para Portugal, no ano anterior, o rei D. João VI havia raspado os cofres nacionais. O novo país nascia falido. Faltavam dinheiro, soldados, navios, armas ou munição para sustentar uma guerra contra os portugueses, que se prenunciava longa e sangrenta. As perspectivas de fracasso,
portanto, pareciam bem maiores do que as de sucesso. Nesta nova obra, o escritor Laurentino Gomes, mostra como o Brasil, que tinha tudo para dar errado, deu certo em 1822 por uma notável combinação de sorte, improvisação, acasos e também de sabedoria das lideranças responsáveis pela condução dos destinos do novo país, naquele momento de grandes sonhos e muitos perigos

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Minha Opinião: 
Assim como o livro anterior, 1808, esse livro não foi escrito em formato de romance. É um livro para quem quer se aprofundar na História da Independência do Brasil. A leitura é fácil e bem leve, além disso, é sempre bom conhecer melhor a história do próprio país. Agora estou ansiosa pelo próximo livro do Laurentino Gomes, 1889 (se não me engano), que fala sobre o final do Império e começo da República.


Por Favor, Comentem!!

sábado, 3 de agosto de 2013

[Resenha] A cidade do Sol

A cidade do sol
Autor: Khaled Hosseini
Editora: Nova Fronteira
Ano: 2007
Tradução: Maria Helena Rouanet
Pgs: 365
Resenha:
Mariam, quando pequena, morava com a mãe solteira, mas seu pai às vezes a visitava. Ela esperava ansiosamente pelas visitas do pai, que fazia tudo que ela desejava nesses curtos momentos. Porém, seu relacionamento com a mãe era um pouco mais complicado.
“Percebeu que as mulheres se entreolharam rapidamente, por cima da cabeça de Jalil que estava afundado na cadeira, fitando a jarra de água sem parecer vê-la efetivamente.” Pg. 47
Quando a mãe de Mariam tirou a própria vida, Mariam foi morar com o pai, Jalil, que possuía outra família. Mas ela não foi muito bem recebida na casa de Jalil, as esposas não a queriam morando com elas e Jalil não pareceu disposto a mantê-la por perto. Não demorou nada para que Jalil encontrasse um marido para a jovem Mariam, que tinha 15 anos na época. Ele a entregou para um homem mais velho, de fortuna considerável, chamado Rashid. Logo ficou claro para Mariam o homem monstruoso para quem Jalil a empurrou com tanta pressa.
“E, de repente, Mariam teve a certeza de que suas suspeitas tinham fundamento. Com um pavor que mais pareceu uma pancada estonteante na cabeça, ela entendeu tudo: Rashid estava cortejando aquela menina.” Pg. 186
Enquanto Mariam sofria em silêncio nas mãos de Rashid durante anos, Laila, uma menina ainda, vivia com os pais. A mãe de Laila passava quase todo seu tempo rezando pelo retorno seguro de seus filhos mais velhos que lutavam na guerra, não sobrando tempo para dedicar a filha mais nova. O pai de Laila, um velho professor de universidade, compensava a ausência da mãe sendo um pai dedicado e carinhoso, ensinando-a com esmero tudo que sabia, tornando-a a jovem inteligente que viria a ser. Mas então, uma tragédia atingiu a família com a chegada da notícia da morte dos irmãos mais velhos de Laila, o que deixou sua mãe desolada e muito deprimida. Durante essa época sombria, o maior apoio de Laila era seu amigo Tariq, com quem viveu, durante um curto tempo, um paixão juvenil. Outra tragédia porém, também chegou à Laila na forma de um ataque, que causou a morte do que restava de sua família, além disso, seu primeiro amor, Tariq, também seria considerado morto, a deixando sozinha e grávida, à mercê da manipulação do velho Rashid, que logo a tornou sua nova esposa. Foi então que Laila conheceu, de verdade, Mariam, com quem criou um forte laço durante os anos de sofrimento na casa de Rashid. 
“De repente, a vida de Laila tinha se transformado nisso: encontrar um jeito de ver Aziza.” Pg. 282
Demoraria muito anos para que ambas, então com duas crianças para proteger, teriam uma oportunidade de se libertarem de Rashid, mesmo que fosse muito difícil e extremamente perigoso, uma vez que o talibã controlava o país e tinha uma visão bem semelhante ao de Rashid quanto ao lugar da mulher na sociedade islâmica.

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Minha Opinião:
Um dos meus livros favoritos. A jornada de Mariam e Laila é incrível, todo o sofrimento dessas duas mulheres representa o que as mulheres muçulmanas no Oriente Médio enfrentam. Ainda melhor que “O caçador de pipas” na minha opinião. Confesso que no momento em que Jalil vendeu Mariam para Rashid (porque para mim foi exatamente isso que esse pai desnaturado fez) eu fiquei revoltada, quis bater naquele homem. Sem mencionar, é claro, o monstro do Rashid, porque com todas as atrocidades que ele faz tanto para Mariam quanto para Laila, ele não pode ser considerado um homem.
Resumindo, quem leu “O caçador de pipas” e gostou, pode ler esse livro sem medo, e quem nunca leu nada do Khaled Hosseini, pode começar por esse que não vai se arrepender.

Por Favor, comentem!!!!