quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Imperatriz

Autor: Shan Sa
Editora: Ediouro
Ano: 2004
Tradução: Cristina Guimarães Cupertino
Pgs: 351
Sinopse:
Ela reinou sobre o período mais impressionante do mais fabuloso Império que o planeta havia conhecido. No século VII, foi uma mulher que ousou renascer do ostracismo e passar de concubina a comandante do destino e da felicidade de milhões de chineses, criando uma nova dinastia no caminho. Seu nome foi ultrajado, sua história deformada, sua memória apagada, os homens vingaram-se de uma mulher que ousou tornar-se Imperatriz. Esta é sua história.

“O ano que completei dez anos foi um longo sonho habitado pela imagem de uma catacumba escavada no ventre da montanha.” Pg. 35
 “As guardas do palácio pegaram Doçura e a arrastaram para fora puxando-a pelos cabelos. Os gritos enlouquecidos da jovem ainda ressoavam e Pequeno Tesouro já me havia levado À força até o quarto, massageando-me para me relaxar.” Pg. 244
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Minha Opinião:
Um livro muito bom. A história é interessante e bem envolvente em diversos pontos. Porém, em alguns trechos, certas descrições são muito longas, exageradas mesmo. Quem gosta de ler sobre a China antiga, principalmente sobre a dinastia Tang, vai gostar da leitura, até porque, na minha opinião, Wu Zetian é uma personagem fascinante. Apesar de alguns trechos dispensáveis à história, que podem tornar a leitura cansativa para alguns, eu gostei bastante do livro. Recomendo para quem realmente gosta de ler sobre a China, se não, pode não curtir a leitura.

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terça-feira, 5 de novembro de 2013

[Resenha] A Plebéia

A Plebéia
Autor: John Burnham Schwartz
Editora: Ediouro
Ano: 2010
Tradução: Débora da Silva Guimarães Isidoro
Pgs: 286
Resenha:
A história foi bem dividida, mostrando um pouco de Haruko antes do casamento, quando conheceu o príncipe, os primeiros anos como princesa e o início de seu dilema com a situação do filho e sua esposa.
Haruko era uma jovem de boa família que conheceu, por acaso, o príncipe herdeiro do Japão. Depois do fim da 2ª guerra, a família imperial japonesa perdeu o status de deuses para o povo japonês.
“Segui seu dedo fino e elegante olhando por cima da paisagem meio morta e para além do fosso imperial, e só consegui distinguir três vultos negros...” Pg. 26
Haruko e o príncipe se apaixonaram, mas não seria simples ficarem juntos. Ela teria que aprender a agir como uma futura imperatriz, porém, a imperatriz da época, mãe do príncipe, parecia não gostar dela, talvez devido a sua origem plebéia.
“Meu pai olhava fixamente para minha mãe. Ela havia permanecido em silêncio por tanto tempo que ele chegara a se esquecer de sua presença.” Pg. 82
Sendo a 1ª plebéia a entrar para a família imperial, Haruko enfrentou muitos desafios para exercer o papel de imperatriz consorte. As dificuldades abalariam sua saúde no decorrer dos anos diversas vezes. Ela se viu cercada por problemas, até mesmo após se tornar a imperatriz.
“Eu descobria que era cada vez mais difícil falar com as pessoas. Com exceção da correspondência oficial, não escrevia uma carta havia muitos meses.” Pg. 185
Anos depois, um de seus filhos se casou com uma moça bem educada e de família rica, mas, assim como ela própria, plebéia. A jovem princesa consorte sonhava com uma carreira, porém, devido as limitações por ser um membro da família imperial, teve de desistir de seu sonho. A tristeza e a pressão que a jovem enfrentava lembrou a Haruko de seu próprio sofrimento no começo de seu casamento. Haruko, comovida pela situação, se encontrou diante de um dilema: ajudar a jovem princesa e arriscar magoar seu filho, afastando-o da amada esposa e da filha, ou deixá-la a sua própria sorte, tendo de enfrentar tudo sozinha, como ela mesma teve de fazer. Nenhuma das escolhas seria fácil para Haruko, mas ela não podia fugir, tinha de se decidir.

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Minha Opinião:
Eu gostei muito do livro. Um romance muito bonito, gostoso de ler. A história é linda e os personagens são envolventes e apaixonantes. E essa edição de Ediouro é simplesmente magnífica, bem caprichada mesmo. A capa é muito linda, assim que vi esse livro na livraria eu tive que comprar. O único problema foi o livro ser muito curto, a história me fez querer ler mais sobre aqueles personagens.




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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Reign - Episódio 01


Após uma tentativa de assassinato por envenenamento, que causou a morte de uma das freiras que cuidavam dela, Mary parte do tranqüilo convento em que vivia de volta para a corte da França, onde deveria se casar com o herdeiro do trono, o delfim Francis.
Com a chegada de Mary, a corte francesa se agitou, principalmente sua rainha. O motivo foi o alerta que Nostradamus fez à rainha Catarina. A união do delfim Francis e de Mary custaria a vida dele. Preocupada, Catarina logo começa a agir para evitar que a aliança se concretize.


Enquanto isso, Mary e suas damas tentam se adaptar a corte francesa sem suprimir suas próprias personalidades. Mas Mary não demora a descobrir que seu noivo não está muito contente com a perspectiva dessa união. Por essa razão, ela acaba se aproximando do filho bastardo do rei, meio-irmão de Francis, filho da amante do rei, Diane.


Alertada por uma voz desconhecida, Mary consegue escapar de uma armadilha, sem saber da verdadeira responsável pelo acontecido. O caso abala seu relacionamento com suas damas e amigas, e Mary percebe que figuras importantes da corte podem estar querendo vê-la bem longe do trono francês.
Catarina, rainha da França, não vai desistir de tentar salvar seu filho, o delfim Francis, do trágico destino previsto por Nostradamus.


Fim do Episódio 01

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Tirinha 11...

Imagem: Jang Ok Jung

domingo, 3 de novembro de 2013

[Resenha] O Crepúsculo da Águia

(Saga Plantageneta Vol. 2)
Autora: Jean Plaidy
Editora: Bestbolso
Ano: 2008
Tradução: Luiz Carlos do Nascimento
Pgs: 419
Resenha:
Continuação da história de Henrique II, Eleonore da Aquitânia e seus filhos.
Henrique e Eleonore, mais velhos, estão em guerra um com o outro. Devido as traições de Henrique, que Eleonore descobriu, os levou o se enfrentarem. Henrique não suportava ser contrariado, ou não ter seus desejos atendidos prontamente, e Eleonore  era orgulhosa e tinha um gênio forte, por isso um sempre tentava derrubar o outro.
“Quando Henrique soube que Ricardo e Geofredo haviam se unido a Henrique (filho), deu de ombros. Garotos bobos, todos eles. O que pretendiam fazer?” Pg. 100
Quanto aos filhos, enquanto que Ricardo, belo e culto, era o preferido de Eleonore, para Henrique o preferido era o único filho que não o enfrentava de modo algum, o mais submisso (mesmo que falsamente), João, o mais moço dos filhos do casal.
Ricardo e João são o oposto um do outro. Ricardo era um rapaz bonito e carismático, o mais corajoso e honesto dos irmãos. Já João era falso, pouco confiável, egoísta e fanfarrão, ficando conhecido posteriormente como ‘príncipe das trevas’ devido há inúmeros crimes que cometera sem punição.
“Iriam rezar por um parto fácil, dizia Rosamund, mas duvidava que fosse fácil. A garota era jovem e talvez ainda não estivesse pronta para dar a luz.” Pg. 170
Os dois filhos mais velhos, Henrique III e Geofredo, diferente dos mais novos, tinham interesses e personalidades levemente semelhantes. Henrique desejava autoridade e poder, mas não tinha responsabilidade. Assim como o irmão Geofredo, que apenas se interessa pelos prazeres proporcionados pela riqueza.
“Conseguia sobreviver a um, o assassinato de Thomas. Como se sairia se a história da sedução de Alice aos 12 anos, do romance durante 13 anos, época em que negara a deixá-la partir apesar da insistência de Ricardo e da família de Alice, viesse à tona?” Pg. 359
Nesse livro, o velho Henrique II luta contra os próprios filhos para se manter no poder e esconder de todos o caso que mantinha há anos com a jovem noiva do filho Ricardo, Alice, a quem ele seduzira quando ela ainda era uma criança (ainda por cima era pedófilo).

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Minha Opinião:
Se no livro anterior o personagem Henrique II era desagradável, nesse livro ele é ainda pior. Sinceramente, parece que a Inglaterra tem um sério problema com reis chamados Henrique. Deixando isso de lado, o livro proporciona uma ótima leitura. Possui personagens envolventes, alguns inspiram raiva, outros pena e alguns até admiração. Do meu ponto de vista, a história é ainda melhor que a do livro anterior, em que os personagens ainda eram jovens e imprudentes. Uma leitura bem interessante.




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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A Construção de Madame Mao

Autora: Anchee Min
Editora: Rocco
Ano: 2002
Tradução: Aulyde Soares Rodrigues
Pgs: 347
Skoob
Sinopse:
Madame Mao, uma das mais fascinantes mulheres do século XX, é universalmente conhecida como “o demônio de ossos brancos”. Ambiciosa, vingativa e cruel, com sua determinação de suceder ao marido, levou milhões à morte.
A história de Anchee Min, porém, começa com uma jovem chamada Yunhe, a filha indesejada de uma concubina, que, ignorando as súplicas da mãe, recusa ter os pés amarrados conforme a tradição milenar. Foi o primeiro ato de rebeldia da jovem voluntariosa, bela e carismática. Mais tarde, ela fugiria das misérias da vida de sua família, primeiro com uma companhia provinciana de ópera, depois para Xangai e para a fama como atriz e, finalmente, para as regiões áridas e montanhosas do Yenan, onde se apaixona por Mao Tsé-tung e se casa com ele. O grande líder revolucionário se provaria um marido indiferente, com um apetite insaciável para a infidelidade. O casal se manteria unido, no entanto, durante a vitória comunista, o desastroso Grande Salto para Frente e o caos da Revolução Cultural.

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Minha opinião: 
Primeiro livro da Anchee Min que eu li me tornou sua fã. Até agora, nenhum dos livros dela me decepcionou. Esse é um ótimo romance, uma leitura prazerosa e interessante. Além disso, amei particularmente a capa, que é lindíssima. A foto é da própria autora, que também é fotógrafa. Quanto a história, antes de ler esse livro, tudo que eu conhecia sobre a Senhora Mao era sua fama como uma mulher terrível, vingativa e ambiciosa, até mesmo cruel. Anchee Min, nesse livro, humanizou a personagem, demonstrou o quão interessante era a Senhora Mao. Uma mulher complexa, fosse para o bem ou para o mal. Mais do que isso, que teve uma vida incomum, principalmente para aquela época. 

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